
A França do Antigo Regime era um grande edifício construído por cinquenta gerações, por mais de quinhentos anos. As suas fundações mais antigas e mais profundas eram obras da Igreja, estabelecidas durante mil e duzentos anos.
A sociedade francesa do século XVIII mantinha a divisão em três Ordens ou Estamentos típica do Antigo Regime – Clero ou Primeiro Estado, Nobreza ou Segundo Estado, e Povo ou Terceiro Estado – cada qual regendo-se por leis próprias (privilégios), com um Rei absoluto (ou seja, um Rei que detinha um poder supremo independente) no topo da hierarquia dos Estados. O Rei fora antes de tudo o obreiro da unidade nacional através do seu poder independente das Ordens, significando que era ele quem tinha a última palavra sobre a justiça, a economia, a diplomacia, a paz e a guerra, e quem se lhe opusesse teria como destino a prisão da Bastilha. A França sofrera uma evolução assinalável nos últimos anos: não havia censura, a tortura fora proibida em 1788, e a representação do Terceiro Estado nos Estados Gerais acabava de ser duplicada para contrariar a Nobreza e o Clero que não queriam uma reforma dos impostos. Em 14 de Julho de 1789, quando a Bastilha foi tomada pelos revolucionários, albergava sete prisioneiros.
Com a exceção da nobreza rural, a riqueza das restantes classes sociais em França tinha crescido imensamente nas últimas décadas. O crescimento da indústria era notável. No Norte e no Centro, havia uma metalurgia moderna (Le Cresot data de 1781); em Lyon havia sedas; em Rouen e em Mulhouse havia algodão; na Lorraine havia o ferro e o sal; havia lanifícios em Castres, Sedan, Abbeville e Elbeuf; em Marselha havia sabão; em Paris havia mobiliário, tanoaria e as indústrias de luxo, etc..
Existia uma Bolsa de Valores, vários bancos, e uma Caixa de Desconto com um capital de cem milhões que emitia notas. Segundo Jacques Necker, a França detinha, antes da Revolução, metade do numerário existente na Europa. Nobres e burgueses misturavam muitos capitais em investimentos. Antes da Revolução, o maior problema da indústria francesa era a falta de mão de obra.
Desde a morte do rei Luís XIV, o comércio com o exterior tinha mais do que quadruplicado. Em 1788, eram 1.061 milhões de livres, um valor que só se voltará a verificar depois de 1848. Os grandes portos, como Marselha, Bordéus, Nantes, floresciam como grandes centros cosmopolitas. O comércio interior seguia uma ascensão paralela.
Sabendo-se que existia uma burguesia tão enriquecida, muitos historiadores colocaram a hipótese de haver uma massa enorme de camponeses famintos. Em França, o imposto rural por excelência era a “taille”, um imposto recolhido com base nos sinais exteriores de riqueza, por colectores escolhidos pelos próprios camponeses. A servidão dos campos, que ainda se mantinha em quase todos os países da Europa, persistia apenas em zonas recônditas da França, e sob forma muito mitigada, no Jura e no Bourbonnais. Em 1779, o Rei tinha apagado os últimos traços de servidão nos seus domínios, tendo sido imitado por muitos senhores.
Ao longo da História, a miséria tem provocado muitos motins, mas em regra não provoca revoluções. A situação da França, antes da Revolução, era a de um Estado pobre num país rico. [1]
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” Histórias que ouvimos de um amigo que ouviu de outra pessoa, lemos em um livro, apareceu num programa de TV, enfim, não sabemos exatamente onde começou, somente que aconteceu. Essas são as LENDAS URBANAS. Contos ou fatos; não se sabe, só que crescem cada vez mais e se tornam imortais, ganhando ou perdendo detalhes ao longo do tempo e dos lugares. Toda Lenda trás nas entrelinhas uma alerta ou uma lição de moral, são uma espécie de aviso, e ao ler lembre-se, nós nunca estamos sozinhos”
A LOIRA DO BANHEIRO
Essa lenda é muito conhecida, qualquer em já deve ter ouvido falar nela nos corredores de uma escola. Ela é muito comentada, mas também incerta, existem muitas versões para ela.
Uma delas diz, que uma menina loira muito bonita vivia matando aula na escola, ficando dentro do banheiro, fumando, fazendo hora, enfim. Então um dia, durante essas escapadas, ela caiu, bateu com a cabeça e morreu. Desde esse dia, os banheiros femininos de escolas são assombrados pelo espírito de uma loira que aparece quando se entra sozinho.
Outros dizem que esta loira aparece com o rosto cheio de cicatrizes e fere as garotas, ou com algodão no nariz, pedindo para que tirem. Também há a de que, se chamar tantas vezes em frente ao espelho ela vai aparecer.
É uma história complicada, mas é uma das lendas bem antigas que fazem parte da vida de qualquer estudante.
A LOIRA DA ESTRADA
Segundo a lenda, nas estradas, a noite, uma mulher loira muito atraente pede carona aos caminhoneiros.
Durante a viagem, ela os seduz, e ao tentar beija-la, o caminhoneiro tem a língua decepada e é morto.
Conta-se que esta mulher, teve uma morte trágica, atropelada por um caminhão. Desde então sua alma busca eterna vingança.
PASSAGEIRA FANTASMA
Certo dia, um motorista de táxi rodava pela avenida José Bonifácio em frente ao cemitério Santa Izabel quando uma linda jovem fez sinal .
Ele parou e ela pegou o táxi. Eles deram uma volta na cidade e ele a trouxe de volta para o cemitério. Na hora de pagar, ela mandou que ele fosse receber na casa dos seus pais. Deu-lhe o endereço completo.
No dia seguinte, ele foi cobrar o dinheiro.encontrou a casa, bateu, um senhor veio recebê-lo. Ele disse que viera cobrar o dinheiro pela corrida de táxi que sua filha havia feito.
O senhor ficou todo desconfiado e disse que sua filha não tinha saído à noite.
O susto maior do pai foi quando o taxista deu o nome da moça e disse como ela era e como estava vestida.
O pai disse que não era possível, que a sua filha tinha morrido já a alguns anos.
-Será que errei de casa, diz o motorista.
Então o motorista começou a ver algumas fotos que estavam na parede e disse:
- É aquela moça.
O motorista saiu perplexo, quase louco, sem saber o que tinha acontecido na noite anterior.
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O CIANOTIPO
1800 — JOHN FREDERICK WILLIAM HERSCHEL (07/03/1792-11/05/1871), astrônomo britânico, nascido na Alemanha, descobre a região infravermelha do espectro de luz. Em 1819, descobre o fixador fotográfico, hiposulfato de sódio.
Herschel, a quem a História sempre atribuiu o mérito de ter criado palavras relativas ao novo invento. Inscreveu seu nome já em 1839, quando conseguiu a primeira fotografia em vidro – um suporte que imediatamente foi incorporado pelos daguerreotipistas. Foi um homem que soube usar as palavras, pois cunhou em seus diários os termos fotografia e fotográfico.
No ano seguinte, pronunciando-se na Royal Photographic Society, criou os termos Matriz: negativo e positivo. Em 1860, idealizou outras palavras que fariam carreira: disparo e instantâneo. Também foi um visionário: previu arquivos públicos em que a documentação seria microfilmada e lida em ampliadores (fato que só ocorreu no século seguinte). Tem o mérito da primeira cópia azul, o cianotipo.
A cianotipia foi um dos primeiros processos de impressão fotográfica em papel. Foi descoberta por Sir JOHN HERSCHEL, notável cientista, cuja atividade principal era a astronomia, tendo feito diversas descobertas neste campo. Além disso, fez pesquisas relevantes na fotografia e, segundo autores abalizados, deve-se a ele também a descoberta do HIPOSSULFITO como agente fixador.
A cianotipia tem este nome porque as imagens assim produzidas apresentam-se em azul. Isto acontece porque se baseia em sais de ferro e não de prata. Também é conhecida como FERROPRUSSIATO ou “BLUEPRINT”, além de outros nomes menos conhecidos.
Não é um processo para produzir negativos, mas cópias em papel. A emulsão é muito lenta, mais ou menos da ordem de 0.05 ISO. Por causa disso, é impraticável ampliar negativos sobre papel ao ferroprussiato. A cópia é obtida por contato, numa prensa especialmente construída, embaixo de uma luz rica em UV, podendo ser a própria luz do sol. Nesse caso, a impressão pode demorar de 15 a 45 minutos, dependendo da densidade do negativo. Após o tempo de exposição, a folha de papel é lavada em água corrente por alguns minutos e, ao secar, a imagem adquire tons azuis bem saturados.
Alguns operadores desenvolveram métodos para ampliar negativos pequenos para poderem imprimi-los por contato. Os sais que entram na composição da emulsão sensível são citrato de ferro amoniacal, ácido oxálico e ferricianeto de potássio, podendo às vezes entrar bicromato de potássio como regulador de contraste, devendo ser dissolvidos de preferência em água destilada. Existem muitas fórmulas e procedimentos.
Os negativos a serem impressos por cianotipia devem ser “duros”. Isto é assim porque a emulsão, embora lentíssima, tem uma gradação muito suave. Um negativo bom para ser ampliado em papel comum de grau dois vai produzir uma cianotipia sem contraste. Se falando em termos de “Zone System”, um negativo processado a N+2 é o ideal. E se o assunto for de baixo contraste, um processamento N+3 é recomendado. A emulsão, para maior durabilidade, pode ser preparada em duas partes que se juntam no momento do uso.
Em princípio, qualquer papel serve, desde que não seja ácido. Há os papéis importados, especialmente feitos para processos alternativos, como por exemplo o ARCHES PLATINE, que também é excelente. Via de regra, o papel, ANTES de receber a emulsão, precisa ser banhado numa solução de amido ou gelatina e posto a secar, para que a solução sensível não seja absorvida a fundo pelas fibras do papel, o que ocasionaria resultados inferiores.
Para trabalhar com processos alternativos – assim chamados por se apresentarem como opções frente à grande massa da fotografia industrializada – requer grande dose de paciência, romantismo, curiosidade e um objetivo definido. Pode começar como simples curiosidade, mas derivar para algo mais profundo. Assim é com a Platinotipia, Goma bicromatada, Kallytipia, Bromóleo, Daguerreotipia, Ambrotipia, só para citar alguns. Muitos outros existem.
Saindo um pouco do tema central, vem a indagação: por que todos esses processos caíram em desuso? Acredito que os procedimentos padronizados com base na prata surgiram mais por força de interesses industriais do que qualquer outro fator. A prata é – pelo menos até agora – o metal mais conveniente para ser explorado em larga escala pela indústria fotográfica. Não é tão caro como a platina, que dá resultados reconhecidamente superiores, e fornece emulsões rápidas o bastante, ao contrário dos sais de ferro. Outros procedimentos, como Goma bicromatada, Bromóleo, etc, são muito sujeitos a variações individuais.
Raios du temple? Rio Sena – Paris, 2000
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CONTINUANDO…
THOMAS WEDGEWOOD ou WEDGWOOD (14/05/1771 – 11/07/1805) captura algumas imagens, mas suas silhuetas não tornaram-se permanente.
HUMPHEREY DARVY ou HUMPHRY DAVY registra certas imagens de bactérias.
Ambos em junho de 1802, conseguiram fixar imagens por um “tempo muito moderado”. No entanto, elas só podiam ser observadas à luz de velas, em local escuro e, mesmo assim, iam enegrecendo. Faltou pouco para que eles conseguissem as primeiras fotografias permanentes…
Eremítico ou melhor a imagem da santa dentro da igreja com as velas
Musée de Cluny – Paris, 1996
1807 — WILLIAM HYDE WOLLASTON, químico e físico de Londres, inventa a “Máquina fotográfica Lucida”. Este é um dispositivo óptico que projeta a imagem virtual de um objeto sobre uma tela.
1815 — DAVID BREWSTER (11/12/1781-10/02/1868) é eleito companheiro da Royal Photographic Society. Em 1849, melhora o estereoscópio, aumentando o realismo 3D quando são vistos em quadros.
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SURGE A FOTOGRAFIA…
NIÉPCE, TALBOT E DAGUERRE
Para o processo se tornar mais automático, faltava descobrir ainda, como substituto do pergaminho, um material sensível à ação da luz, isto é, capaz de registrar uma imagem ao ser atingida pela luz refletida de um objeto. Em 1816 o químico francês Nièpce deu os primeiros passos para resolver o problema, conseguindo registrar imagens em um material recoberto com cloreto de prata. Mais tarde, em 1826, ele associou-se ao pintor também francês Daguerre, e ambos desenvolveram uma chapa de prata que, tratada com vapor de iodo, criava uma camada superficial de iodeto de prata, substância capaz de mudar de cor quando submetida à luz.
1821 — Um teatro para a exibição de panoramas com efeitos de luz variáveis e pinturas, conhecido como DIORAMA, é projetado pelo ator e pintor francês Louis Jacques Mamnde Daguerre. Co-inventor e proprietário desse processo – trata-se de panoramas imensos pintados sobre telas semitransparentes, nos quais se exibiam alguns “efeitos especiais” que, refletidos por uma luz, contavam uma história.
DAGUERRE — Físico francês, autor, pintor, inventor. Nasceu em 18 de Novembro de 1787, em Cormeilles – Paris, França. Ele inventou o Daguerriótipo (daguerrotype), em 1839. Morreu em 12 de Julho de 1851, em Paris, França.
NIEPCE — Físico francês, químico, autor. He originated a process of . From 1829 he worked with, who perfected the process after the death of Niepce. A nephew, Claude Felix Abel Niepce de Saint-Victor, 1805–70, also a chemist, was the first to use albumen in photography and also produced photographic engravings on steel.
1826 — Niépce aprimora a técnica e faz a foto A Mesa Posta. No mesmo ano, Daguerra teve contato com os trabalhos de Niépce.
1826 — Pioneiro, o físico francês Joseph Nicéphore Niépce (07/03/1765 – 05/07/1833) foi a primeira pessoa do planeta a obter uma verdadeira imagem fotográfica. Conseguiu fixar a primeira imagem fotográfica de que se tem notícia. A experiência foi o primeiro passo prático para a fotografia em toda a Europa, possibilitando combinar a chapa fotossensível (filme) e a câmera escura (máquina fotográfica).
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Título: Punto de vista desde las ventanas del Gras. “Ponto de vista”, assim é como chama Niépce as imagens obtidas do natural para distinguir as “heliografias”. Esta é a primeira fotografia que se conhece, tirada em 1826.
É uma paisagem campestre, vista da janela da casa de campo do inventor, em Gras, França. Resultado de um processo heliográfico com exposição de oito horas à luz, num dia de verão.
Ele usa betume de Judéa para fixar fotografias em metal. Coloca uma placa sensibilizada quimicamente dentro de uma câmara escura com orifício para exposição à luz, processo que demora, na época, oito horas.
Vue sur les remparts
Mont Saint Michel – Normandie?, 2000
1827 — Niépce consegue produzir o primeiro quadro fotográfico próspero, com imagem permanente…
Poucos anos após a primeira imagem de NIÉPCE, os fotógrafos já se dividiam em seis aficionados gêneros temáticos. Duas áreas eram privilegiadas, o retratismo e o paisagismo (cenários urbanos ou naturais). Os fotógrafos profissionais começavam a criar suas associações; e iniciava-se uma linha divisória entre amadores e profissionais, arte e comércio, registro documental e de cenários idílicos, arranjos vulgares e expressões pessoais. O registro de paisagens e monumentos foi outro desejo que, aos poucos, foi saciado. Os europeus tendiam a ir para centros da antigüidade clássica ou oriental: monumentos gregos e romanos, pirâmides egípcias, marcos sacros de Jerusalém passavam a habitar o imaginário popular de uma maneira muito mais palpável. Já os americanos iam para o oeste, retratando uma paisagem e uma expansão que eram motivos de orgulho e identidade nacionais. Ateliês têm como atividades principais os retratos e as paisagens. A curiosidade por um país tropical e “primitivo” imprime às fotografias um tom exótico e bastante comercial…
1829 — Niépce e Daguerre unem-se numa sociedade, para avanços nas pesquisas relativas à fotografia, no entanto Niépce morre depois de quatro anos.
1832 — O físico britânico William Henry Fox Talbot (11/02/1800 – 17/09/1877) é eleito companheiro da ROYAL ASTRONOMICAL SOCIETY. Um dos inventores da fotografia, produziu os primeiros negativos em papel por volta de 1834. Fotografou sua casa em Abadia de Lacock – um negativo pequeno e pobre em qualidade.
TALBOT — o Princípio do Negativo. Outros dois nomes devem ser lembrados na história daquilo que se entende hoje por fotografia. DAGUERRE e outros continuaram a aperfeiçoar as chapas sensíveis, os materiais de revelação e fixação e até mesmo as objetivas. Mas foi uma invenção de Jose Petzval que libertou os primeiros fotógrafos dos absurdos tempos de exposição, que chegavam a 30 minutos nos primórdios: uma lente dupla, formada por componentes distintos, com abertura f 3.6, trinta vezes mais rápida do que as tradicionais lentes Chevalier, adotadas até então. Mesmo assim, o invento não resolvia o problema final para a total popularização da fotografia: a reprodução, pois todos os processos produziam um só positivo. Foi o inglês FOX TALBOT quem resolveu o problema, ao criar o sistema para reprodução infindável de uma imagem fotográfica a partir da chapa exposta – o negativo. Isto ocorreu na década de 40 do Século XIX. De lá para cá, todas as demais invenções foram aperfeiçoamentos de um mesmo sistema. Outra revolução igual só aconteceria com o advento da câmera digital.
1835 — DAGUERRE descobre a imagem latente, uma imagem oculta que reduzia o tempo de exposição de oito horas para trinta minutos (fotografia prática). Descobre que placas de cobre cobertas com sais de prata conseguem captar imagens, que podem se tornar visíveis ao ser expostas ao vapor de mercúrio. Isso o leva, em 1837, a fixar suas imagens – o que chamaou de DAGUERREÓTIPO – processo capaz de fixar a imagem com um tempo menor de exposição (em geral 30 minutos), o que possibilita realizar fotografias mais rápidas. Cada uma ainda é exemplar único, do qual não é possível fazer cópias…
Em Boulevard du Temple, de 1838, vê-se uma paisagem de Paris com uma pessoa na parte inferior esquerda da fotografia. Proeminente, no dia 19 de agosto de 1839, anunciou oficialmente ao mundo a fotografia. Sua única e não duplicável imagem invertida sobre uma placa de metal – daguerreótipo. Alcançou grande popularidade em seu tempo. Publicou um manual em que descrevia seu método: Historique et description des procédés du Daguerreótype et du Diorama.
Faire une promenade au temps?
Mont Saint Michel – Normandie, França 2000
1838 — Físico, CHARLES WHEATSTONE, inventa um dispositivo óptico, o estereoscópio. Com a ajuda de espelhos estrategicamente colocados, convergem dois quadros ligeiramente diferentes quando visto pela máquina e dá uma sensação de profundidade à imagem.
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RESUMINDO…
Durante muito tempo, alguns escritos reverenciaram DAGUERRE como o “inventor” ou descobridor da fotografia, ou seja, aquele que primeiro produziu uma imagem fixa pela ação direta da luz…
Diz a história que, em 1835, ao fazer pesquisa em seu laboratório, DAGUERRE estava manipulando uma chapa revestida com prata e sensibilizada com Iodeto de prata, que não apresentava nenhum vestígio de imagem. No dia seguinte, a chapa, misteriosamente, revelava formas difusas.
Estava criada uma lenda: o vapor de mercúrio proveniente de um termômetro quebrado teria sido o misterioso agente revelador…
Rapidamente, DAGUERRE aprimorou o processo, passando a utilizar chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapores de iodo. O revelador era o mesmo mercúrio aquecido e o fixador, uma solução de sal de cozinha.
Já em 1839, sua invenção, batizada de DAGUERRÓTIPO – nome pelo qual a fotografia foi conhecida durante décadas – foi vendida ao governo francês em troca de uma polpuda pensão vitalícia. DAGUERRE, mais do que um competente pesquisador, era um hábil comerciante.
Sem dúvida, DAGUERRE vinha trabalhando na idéia há muito tempo, acompanhando de perto, desde 1929, seu sócio na pesquisa da HELIOGRAFIA (gravação através da luz) – NIÉPCE, este sim o primeiro a obter uma verdadeira fotografia…
Ao contrário de seu colega, NIÉPCE era arredio, de poucas falas, compenetrado na invenção de aparelhos técnicos e na idéia de produzir imagens por processos mecânicos através da ação da luz.
O apego à produção de imagens começou com a LITOGRAFIA em 1813, curiosamente uma atividade ligada às artes, outra das áreas dominadas por DAGUERRE, talentoso pintor e desenhista de cenários.
Em 1816, NIÉPCE iniciou os estudos com a HELIOGRAFIA. Só dez anos depois conseguiu chegar à primeira imagem inalterável: uma vista descortinada da janela do sótão de sua casa. Os resultados, porém, não foram nada auspiciosos…
Utilizando verniz de asfalto sobre vidro e uma mistura de óleos fixadores, o processo não era muito prático para se popularizar. Daí os méritos inegáveis de DAGUERRE. Seus experimentos podiam ser repetidos sem grandes dificuldades por qualquer pessoa e o resultado era melhor.
O primeiro DAGUERRÓTIPO foi obtido 2 anos após a morte NIÉPCE, mas, sem suas descobertas, talvez não tivesse acontecido…
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1º DAGUERREÓTIPO (1839) E O CALÓTIPO (1840)
14 de Março de 1839 — primeira pessoa a dar o nome “fotografia” ao que chamava de “a aplicação dos raios químicos de luz para a representação pictórica”.
19 de Agosto de 1839 — os direitos de Daguerre (daguerreótipo) é comprado pelo Governo Francês e exposto ao mundo com detalhes pela Academia de Ciência em Paris.
1839 — O DIÁRIO DO COMMERCIO, do Rio de Janeiro, noticia a invenção do daguerreótipo, primeiro processo fotográfico reconhecido mundialmente (Página da História da Fotografia no Brasil).
1840-1841 — TALBOT cria uma base de papel emulsionada com sais de prata que registra uma matriz em negativo, a partir da qual é possível fazer cópias positivas. Assim, descobriu o processo negativo/positivo usando como filme folhas de papel sensibilizado (preparado para reagir à luz) que depois foi substituído por vidro (os negativos de vidro foram usados até os anos 50). Publicou o processo, mas os materiais eram lentos e o tempo de exposição era muito longo para permitir a imagem de pessoas (ou qualquer coisa que se movesse).
Em 23 de setembro de 1840, Talbot inventou o processo CALÓTIPO, o qual consistia no desenvolvimento da imagem latente em um tempo de exposição rápida. Em 10 de outubro, o inventor usou o novo processo para retratar sua esposa, Constance, em uma pequena experiência. Quatro dias mais tarde, ele executou o primeiro calótipo. O negativo foi feito em três minutos, de acordo com a anotação em outra cópia enviada ao senhor John Herschel (a cópia encontra-se na Coleção de Gernsheim, na Universidade do Texas).
The Footman. Calotype, 6-3/8″ x 8-1/4″ . October 14, 1840. A primeira fotografia de uma figura humana em papel.
Essa impressão está em um papel de marca d’água “J. Whatman 1839″. Seus tons delicados de rosa e roxo indicam que foi estabilizado com sal comum ao invés de ser fixada com solução “hypo” descoberta por Herschel (e mais tarde, adotada universalmente). Em Sun Pictures Catalogue Three (New York, H. P. Kraus, Jr., Inc., 1988), o historiador fotográfico Larry J. Schaaf observa: Talbot tinha sido recentemente eleito delegado de Wiltshire, e a magnífica vestimenta do homem foi um importante caminho para expressar o seu estatus. Baseado somente na estética da foto e na aparência documental, esse calótipo é uma impressionante marca do estilo de Talbot.
A porta aberta? (ampliada ao contrário)
Mont Saint Michel – Normandie, 2000
1840 — JEAN BAPTISTE LOUIS GROS, numa missão diplomática, em 1840, foi o primeiro a ultrapassar os limites das cenas urbanas e campestres, registrando daguerreótipos do Parthenon. Começava a se perceber o valor documental e memorial do invento.
Colinne coríntia de la Madeleine? Fachada da Igreja Maria Madalena – Paris, 2000.
1840 — ALEXANDER WALCOTT emitiu patente americana para a sua máquina fotográfica.
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PRIMEIROS ESTÚDIOS E O BOOM
1840 — O norte-americano ALEXANDER WOLCOTT abre o primeiro estúdio fotográfico do mundo em Nova York (EUA), onde realiza pequenos retratos com um daguerreótipo.
1841 — Começa a funcionar o primeiro estúdio europeu, em Londres (Reino Unido), dirigido pelo fotógrafo britânico RICHARD BEARD. Abaixo, daguerreótipo de 1843. Hogg fotografando no estúdio de Richard Beard. De autor desconhecido. Quatro anos depois da novidade de Daguerre, os estúdios já adquiriam importância nas maiores capitais européias…
Lado esquerdo da tela: Daguerreótipo de 1943.
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1841 — Talbot patenteia o Calotipia. Mais barato do que o de Daguerre, tornou a fotografia mais acessível e presente na vida das pessoas. Entre 1844 e 1846, TALBOT publica um livro chamado “THE PENCIL OF NATURE”, onde estavam escritos em seis grandes volumes os detalhes de seu trabalho. Esse é o primeiro livro do mundo ilustrado com fotografias.
Em 1830 ou 1840 – Josef Max Petzval ou Joseph Petzval (matemático húngaro ou austríaco?) cria uma nova objetiva com dupla abertura e a apresenta como F 3.6 Petzval, lente fotográfica projetada para difundir 16 vezes mais luz que a lente de campo, é usada perfeitamente para fotografias em retratos – 30 vezes mais rápida que a anterior.
Foi o primeiro a dar uma solução para o retrato – ambição dos fotógrafos. Em 1841, criou uma câmera que tirava fotografias circulares com 9 centímetros de diâmetro. Funcionava com uma objetiva combinada (dupla), propciava excelente definição, oferecia opções variáveis de abertura e cada exposição durava cerca de 90 segundos a dois minutos. Suas lentes, um grande avanço, foram usadas por meio século.
L’expression du Duret
La Fontaine Saint Michel, Place Saint Michel – Paris, 2000
1841 — JEAN FRANÇOIS ANTOINE CLAUDET (12/08/1797 – 27/12/1867), um dos primeiros fotógrafos comerciais, que comprou a licença do daguerreótipo de seu inventor, para operar na Inglaterra, montou um estúdio no telhado da Galery of Adelaide, (hoje o Nuffield Center). Claudet inventou também: a luz escura vermelha, para a revelação dos negativos, a descoberta do cloro no lugar do bromo.
1842 — Influências de Talbot sobre Claudet (calotipia).
1844 — MARC ANTOINE GAUDIN escreve um livro onde testemunha a excitação com que os anúncios do daguerreótipo trouxe cinco anos mais tarde.
1845 — CLAUDET compra a lente projetada por Joseph Petzval.
1846/48 — JOSIAH HAWES e ALBERT SOUTHWORTH, por volta de 1846/48, realizaram a imagem Sala de operação, um daguerriótipo feito no Hospital Geral de Massachussets, Boston.
L’arqueiro du Antoine Boudelle Musée d’Orsay – Paris, 2000
1847 — O britânico ROGER FENTON – primeiro fotógrafo de guerra – em 1847, foi membro fundador do Clube Fotográfico de Londres, o qual se transformou na Royal Photographic Society, em 1853.
1848 — ABEL NIÉPCE DA SAINT-VICTOR usa albumina (clara de ovo, mais Iodeto de potássio) para melhor fixação da prata no vidro.
Bagagem pesada – As câmeras para calótipos e daguerreótipos eram semelhantes.
INSERING, um gravador suíço, registrou vistas de várias cidades e coloriu daguerreótipos a mão, iniciando um gênero temático que iria ser dominante entre 1850 e 1880, o paisagismo.
1850 — A América sofria um grande crescimento de galerias fotográficas, somente em Nova Iorque haviam 77. CHARLES BAUDELAIRE (1826-1867), poeta e crítico, da época das expanções das galerias fotográficas, comentava: “nossa sociedade esquálida apressou, Narciso para um homem, se regozijar a sua imagem trivial em um pedaço de metal”.
1851 — CLAUDET cria o “Temple to Photography” (Templo da Fotografia), um estúdio na Rua Regent, 107.
Em 1851, o escultor britânico FREDERICK SCOTT ARCHER (1813-1857), desenvolve o processo de negativo em vidro chamado: COLÓDIO ÚMIDO – negativo feito sobre placas de vidro sensibilizadas com uma solução de nitrocelulose com álcool e éter. Tal processo, tinha mais sensibilidade à luz, era 20 vezes mais rápido que os anteriores, reduzindo o tempo de exposição para dois ou três segundos (melhorando a qualidade do negativo e abrindo novos horizontes para a fotografia). Os negativos apresentavam uma riqueza de detalhes semelhante à do daguerreótipo, com a vantagem de permitir a produção de várias cópias. O fotógrafo tinha que sensibilizar a placa imediatamente antes da exposição e revelar a imagem logo depois.
1851 — LOUIS JULES DUBOSCQ projeta uma máquina fotográfica estereoscópica, baseado nos conceitos dois anos desenvolvidos mais cedo por Senhor DAVID BREWSTER, na Inglaterra.
1853 — CLAUDET recebe honras da Rainha Victoria como “Photographer-in-ordinary”, e dez anos mais tarde, honras do imperador da França. Menos de um mês depois de sua morte, seu estúdio fotográfico estava queimado e suas valiosas obras fotográficas perdidas.
1852 — TALBOT patenteia um protótipo de “fotografia-engraphing”.
1853 — Primeiro foto clube do mundo o ROYAL PHOTOGRAPHIC SOCIETY.
PHILIP HENRY DELAMOTTE, em 1853, fez uma tomada de valor documental, intitulada de Colunata aberta para o jardim na frente do Crystal Palace. A fotografia dá idéia da esbelta arquitetura do Crystal Palace em Londres, que foi destruído posteriormente.
Colunnes Panthéon – Paris, 2000
1854 — TALBOT entra com uma reivindicação da patente do “colódiotipo”.
CARLO PONTI documentou os monumentos locais de Veneza, obtendo imagens de grande beleza.
??? Les maisons in Kaysersberg, Haut-Rhin, Alsace, 1996.
CHARLES NÈGRE fotografou cenas cotidianas nas ruas de Paris.
Enamorados Ponte ? – Paris, 2000.
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CARTE-DE-VISITE
1854 — ANDRÉ-ADOLPHE DISDÉRI (1819-1889 ou 1890) patenteou sua técnica de fabricação de pequenos retratos chamados de “carte-de-visite”. Esse sistema, além de durável, era um novo produto comercial.
Uma vez popularizado o retrato, a fotografia tornou-se mais econômica, prática e acessível. Uma chapa era dividida em oito fotos, criando um produto semelhante ao que muitas crianças de hoje ainda têm em suas casas.
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Mumificação é o nome do processo aprimorado pelos egípcios em que retiram-se os principais órgãos, além do cérebro do cadáver, dificultando assim a sua decomposição. Geralmente, os corpos são colocados em sarcófagos de pedra e envoltos por faixas de algodão ou linho. Após o processo ser concluído são chamados de múmias.
Os antigos egípcios tinham o costume de embalsamar os seus faraós.
Eram assim, embalsamados da seguinte maneira: em primeiro lugar, cérebro, intestinos e outros órgãos vitais eram retirados. Nessas cavidades, colocavam-se resinas aromáticas e perfumes. Depois, os cortes eram fechados. Mergulhava-se então o cadáver num tanque com nitrato de potássio (salitre) para que a umidade do corpo fosse absorvida.
Ele permanecia ali por setenta dias. Após esse período, o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, com centenas de metros, embebida em betume, uma substância pastosa. Só aí o morto ia para a tumba. Esse processo conservava o cadáver praticamente intacto por séculos.
A múmia do faraó Ramsés II, que reinou no Egito entre 1304 e 1237 a.C., foi encontrada em 1881 apenas com a pele ressecada. Os cabelos e os dentes continuavam perfeitos.
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Graças a ela, o café fica quente, e o suco, geladinho. Mas a garrafa térmica não foi inventada pensando no seu bem-estar. E sim no bem-estar de soluções químicas, para serem usadas em experiências científicas.
Foi pra isso que um físico escocês do século 19 criou esse vasilhame especial, feito com paredes duplas de vidro que eram lacradas, impedindo que o ar ficasse entre elas.
A substância que estivesse dentro da garrafa não iria ter contato com o ar, quente ou frio. Assim, ela iria manter as qualidades originais.
Já no século 20, um comerciante viu um grande potencial no invento e fez uma garrafa bem parecida à que se encontra em qualquer supermercado.
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Cleópatra foi uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Antigo Egito, sendo conhecida apenas por Cleópatra, ainda que tivessem existido outras Cleópatras a precedê-la, e que permanecem desconhecidas do grande público. Nunca foi a detentora única do poder no seu país – de fato co-governou sempre com um homem ao seu lado: primeiramente o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde) e, depois, com o seu filho.
Em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, e, dela era a autoridade de fato.
Algumas de suas excentricidades são citadas em livros de história:
- Ocupava vinte damas de companhia na preparação de seus banhos.
- Ficava até seis horas mergulhada na água extraída de plantas aromáticas.
- Cleópatra testava e eficiência de seus venenos dando-os aos escravos.
Cleópatra foi uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Antigo Egito, sendo conhecida apenas por Cleópatra, ainda que tivessem existido outras Cleópatras a precedê-la, e que permanecem desconhecidas do grande público.
Nunca foi a detentora única do poder no seu país – de fato co-governou sempre com um homem ao seu lado: primeiramente o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde) e, depois, com o seu filho.
Em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, e, dela era a autoridade de fato.
Algumas de suas excentricidades são citadas em livros de história:
- Ocupava vinte damas de companhia na preparação de seus banhos.
- Ficava até seis horas mergulhada na água extraída de plantas aromáticas.
- Cleópatra testava e eficiência de seus venenos dando-os aos escravos.
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